28
de
abril
Segurança Pública em São Paulo = CAOS!
Depois de postergar este assunto, após o assalto em que fui baleado na porta de casa, com dois tiros no lado esquerdo do peito, no dia 24 de Novembro de 2011 e também após o paralelepípedo que jogaram no meu carro na Rodovia Presidente Dutra, no Bairro das Pimentas, em Guarulhos, dia 23 de março de 2012, que quase fizeram com o que carro batesse na mureta, resolvi escrever este post. Nas duas ocasiões, estava acompanhado da minha esposa e das minhas duas filhas pequenas. Tentei esquecer, orar e perdoar, mas a situação ficou insustentável depois de ler as últimas notícias nos jornais e de verificar o descaso da Segurança Pública em São Paulo, com um Governador, Sr. Geraldo Alckimin, omisso e um prefeito que na maioria das vezes faz papel de bobo da corte (com todo o respeito ao bobos reais, que estavam fazendo o seu trabalho). Me cansei da insegurança, do medo e o do não poder fazer nada a não ser protestar. Quase morri, nas duas situações e não quero que outros morram. Sou a favor da vida, #SãoPaulo+segura
No Jornal Metro, do dia 26 de Abril de 2012, constata que os roubos a veículos aumentaram em 21% nos três primeiros meses do ano. Em quase todos os outros tipos de violência, os números foram maiores. O número de carros levados por dia é de 249. Se considerarmos o número de minutos, um carro é roubado a cada 14,45 minutos. São Paulo sozinha tem a metade do número de carros roubados do Brasil e apenas 15% da população. É uma absurdo sem igual. Este foi o grande motivo do assalto que sofri. Queriam levar meu carro e mesmo depois de não ter reagido, foi agredido e baleado e quase morri. Quatro meses depois do ocorrido, ninguém foi preso, ninguém investigado e, parafraseando as palavras do policial que atendeu a minha esposa na delegacia: “Mais um número para as estatísticas.” A violência no (des) governo de São Paulo é simplesmente “estatística”.
Tive que me submeter e contratar segurança privada que tenta substituir a polícia em vários bairros de São Paulo, demonstrando a completa ineficiência e falência da instituição. Não por culpa dos policiais e sim por falta de uma política pública eficiente. As delegacias estão jogadas as traças, o aparelhamento é o pior possível e os policiais são mal remunerados, mal treinados e não possuem programas eficientes e modernos. Não se usa a inteligência e sim a força. Este é o lado nos bairros de classe C, D e E de São Paulo. Na minha rua, passa um carro de polícia a cada DIA. Isto mesmo, DIA!! A segurança privada, pelo menos, passa mais de 30 vezes ao dia. Este é um lado da história, no meu bairro, pois em outras áreas da cidade, a situação é bem diferente.
No Jornal Folha de São Paulo no mesmo dia da outra matéria, trás a seguinte notícia: “Cidadão VIP – Kassab e cúpula da Segurança vão a evento de moradores dos Jardins para festejar queda da violência em bairro nobre”. A matéria fala que o Sr. Gilberto Kassab foi a um encontro da Associação de Moradores dos Jardins, bairro onde mora para comemorar a queda da violência no bairro, em reunião dirigida pelo empresário João Dória, vice-presidente e “animador” do evento, segundo a notícia. Enquanto a violência aumentou em todas as áreas da cidade, diminui 11% no número de furtos e 35% nas ocorrências de roubo, que seguindo João Maradei,. Diretor, o resultado deveu-se “reforço de policiamento inclusive com ações da Rota.” O público era formado por policiais, moradores e vários outros políticos. A violência diminuiu nos bairros mais ricos e cresceu nos bairros mais pobres, demonstrando que a questão social ganha enorme relevância no aumento da violência.
A consequência disto é que me sinto, como milhares de paulistanos, reféns da violência, da criminalidade e do medo. Vivemos num (des) governo Estadual e Municipal, Alckimin e Kassab, que só tem olhos para um lado da cidade. Não me atrevo nem a falar de outros temas que são igualmente problemáticos na cidade, como Trânsito, Educação, Habitação e Questões Sociais. Até quando aguentaremos, daremos um basta nesta questão ou não? As eleições vem aí!
Adriano Gomes
Teólogo e Educador
Especialista em Política e Relações Internacionais

